Gatos não são pequenos cães

Gatos não são pequenos cães

Gatos não são pequenos cães

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os gatos não são como os cães de pequeno porte. Apesar de serem comuns as comparações entre as duas espécies, os gatos possuem características próprias e muito distintas dos caninos.

Embora ambos pertençam à classe carnívora, em relação aos hábitos alimentares, os gatos são considerados carnívoros estritos (maior necessidade de proteína animal na dieta) e os cães, onívoros. Possuem paladar mais exigente que os cães e são conhecidos como “petiscadores”, por terem o hábito de comer pequenas porções de alimento várias vezes ao dia.

Curiosos e ativos, preservam o hábito da caça, mesmo não dependendo dela para a sobrevivência. Usam as garras como principal ferramenta de defesa. E apesar de representarem um perigo para sofás, poltronas e móveis em geral, a amputação das garras dos felinos atualmente é proibida por lei.

Preferem ingerir água sempre fresca: corrente (torneiras ou fontes) ou em vasilhas amplas, para que não encostem os bigodes nas bordas. A língua áspera possui uma variedade de estruturas, especializadas na distinção de sabores, as papilas gustativas, e age como uma colher na apreensão da água.

Muito limpos, lambem-se com freqüência no intuito de higienizarem-se. Não gostam de banhos, mas adaptam-se a eles. O local para o banho deve ser apropriado e adaptado para evitar fugas e traumas e o pessoal além de devidamente treinado, deve ter afinidade com gatos.

São animais muito sensíveis a stress. Uma mudança no ambiente ou uma visita indesejada pode desencadear reações orgânicas potencialmente danosas. Não raro um gato apresentar dificuldade de micção ou sangue na urina após um evento estressante.

A estação reprodutiva dos gatos concentra-se na primavera e verão e nesse intervalo as gatas entram no cio a cada 21 dias. Ficam extremamente manhosas, miando alto, estressadas e alimentam-se pouco. Como a gestação dura em média 60 dias, as gatas podem ter de 2 -3 ninhadas por ano. Os machos, nesse período, saem atraídos pelas fêmeas no cio, e não raramente retornam para casa machucados ou doentes.

Por isso recomenda-se a castração precoce (entre 4 0 – 6 0 mês de vida) dos felinos domésticos. A castração faz com o gato fique mais caseiro, tenha comportamento menos  territorialista e agressivo, além de prevenir doenças do trato reprodutivo (infecções uterinas, tumores mamários) e infecto – contagiosas, adquiridas pelo contato entre os gatos durante a cópula ou brigas. Em linhas gerais, a castração aumenta a expectativa e qualidade de vida dos gatos.

Os gatos são únicos também em se tratando das doenças e suas manifestações. A maioria delas são específicas e requerem além de conhecimento técnico profundo sobre a espécie, dedicação e detalhismo dos donos na observação dos sintomas, que normalmente são muito discretos. Quando não estão bem deixam de interagir com o ambiente e procuram se esconder.

O tratamento é um capítulo à parte, já que os gatos não metabolizam muitas drogas normalmente usadas na medicina veterinária e humana, podendo o uso inadvertido causar piora do quadro e até morte do animal. Por isso nunca medique um felino sem prescrição veterinária.

Excelentes companhias, independentes, ativos e alegres os gatos são adoráveis animais de estimação, cuja convivência torna-se uma experiência única e surpreendente.

M.V.Ma. Gislaine Nonino Rosa, Médica Veterinária
Mestre em Virologia pela Unicamp
Pós Graduada em Endocrinologia, Terapia Intensiva e Odontologia Veterinária pela Anclipeva/SP 
CRM/SP 11291



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